Falaram-me que a distância era o melhor, por um tempo eu segui essa regra e fazia de tudo para aquilo que me lembrava aquela pessoa, deixei de ir ao cinema, pois não havia mais com quem comentar sobre o filme deixei de ir aos parques, praias, festas, encontros de amigos, tudo me lembrava, o cheiro, o idêntico por do sol, o luar romântico sem meu par romântico, no fim, estava me distanciando de mim mesmo a tal ponto que não sabia nem mesmo quem eu era. Distancia, tempo, solidão há vários remédios para o esquecimento, mas a única coisa que me trouxe novamente ao que eu era sem matar o que sou foi a percepção que ao fugir do passado não me tornava um presente para a pessoa que fosse ser meu futuro.
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